Procurador-Geral

Eleito em dezembro de 2024 para o cargo de procurador-geral de Justiça do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) no biênio 2025/2027, Antonio José Campos Moreira conduz uma gestão marcada pelo fortalecimento da atuação coletiva, pela qualificação da investigação direta e pela modernização institucional.
À frente da instituição, criou grupos especializados e recriou o Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (GAESP) e o Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente (GAEMA), além de ampliar a cooperação internacional, com destaque para os acordos firmados com a Procuradoria Nacional Antimáfia da Itália e com o Ministério Público de Portugal. Foi eleito presidente do Grupo Nacional de Controle Externo da Atividade Policial do Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais (GNCEAP/CNPG).
A gestão promoveu ações de modernização institucional, com foco na integração entre ciência de dados, tecnologia e soluções voltadas à qualificação da atividade-fim. Entre as iniciativas, destaca-se o lançamento, em julho de 2026, do novo ambiente digital de trabalho, que reúne os principais sistemas e ferramentas de suporte e apoio à atuação de membros e servidores.
Natural do Rio de Janeiro, Antonio José Campos Moreira ingressou no MPRJ em 1987. Promovido ao cargo de Procurador de Justiça em novembro de 2001, ocupou os cargos de procurador-geral de Justiça em exercício, subprocurador-geral de Justiça de Atribuição Originária Institucional e Judicial, assessor-chefe da Assessoria de Recursos Constitucionais, assessor-chefe da Assessoria de Atribuição Originária Criminal, e coordenador da segunda formação do grupo das Centrais de Inquérito, além de chefe de Gabinete da Procuradoria-Geral de Justiça.
Integrou órgãos colegiados e comissões estratégicas, como o Conselho Superior do Ministério Público.
Antonio José teve uma trajetória marcante como chefe de gabinete do então procurador-geral de Justiça, Antônio Carlos Biscaia, destacando-se no emblemático estouro da fortaleza do Castor de Andrade, em Bangu, em 1994. Esteve à frente de processos que marcaram a história judicial do Rio de Janeiro, incluindo a condenação da cúpula do jogo do bicho, com apreensão de registros de pagamento de propina a políticos, policiais, juízes e promotores, além de sua atuação decisiva nas investigações das chacinas da Candelária e de Vigário Geral, bem como no caso Daniela Perez, nos anos 90. Antonio José também foi figura central na condução do processo que culminou na primeira condenação por formação de milícia, envolvendo os irmãos Natalino Guimarães e Jerominho, líderes da milícia Liga da Justiça.
Especialista em Processo Penal, é professor emérito da Fundação Escola Superior do Ministério Público e professor conferencista da Escola de Magistratura do Rio de Janeiro.
